16 de mai. de 2011

CULTURA É CRIME: Prefeitura agradece os 12 anos de Beto Batata com truculência policial

Truculência policial expulsa freqüentadores do Beto Batata. Motivo: a música

Mais uma vez o Robert Amorim, proprietário do espaço Cultural Beto Batata, neste último sábado fez como todos os dias: abriu suas portas para oferecer ao público curitibano diversidade e qualidade cultural. Além da boa música, o Espaço Cultural Beto Batata realiza exposições fotográficas, lançamentos de livros, recitais, entre outros, sempre garantindo espaço para a arte local. Ele emprega mais de 60 pessoas, entre funcionários e músicos. No ano passado, a espaço foi usado para atrações da Virada Cultural, evento organizado pela prefeitura de Curitiba. Porém, às vésperas de completar 12 anos de incentivo à cultura curitibana, recebeu um presente no mínimo curioso: A mesma Prefeitura que usou seu espaço ( tanto para Virada Cultural como para Oficina de Música), lhe preparou uma surpresa: 15 viaturas policiais chegaram no estabelecimento, policiais militares entraram no local, notificaram o proprietário. Motivo: a música. Esta mesma música que serviu bem à Prefeitura no ano passado foi o motivo para o filme de terror que se desenrolou nos minutos após. Robert Amorim relata que no momento que a polícia chegou, havia em torno de 150 clientes no local, entre eles crianças e idosos. “A ação feriu o direito constitucional”, disse ele. As pessoas foram retiradas em meio à chuva. Para Amorim, foi uma arbitrariedade. Além dos presentes, acontecia no bar um aniversário de 15 anos. Talvez a aniversariante não tenha gostado também do presente. As mesmas 15 viaturas que fiscalizavam o barulho saíram com as sirenes ligadas, terminando o “espetáculo”. A ação foi realizada pela AIFU – Ação Integrada de Fiscalização Urbana, formada pela Polícia Militar e Guarda Municipal.

Na tarde deste domingo vários artistas e músicos que já usaram o espaço para apresentar seu trabalho foram até o bar realizar uma manifestação contra a truculência da polícia militar. Os artistas pedem retratação por parte da Prefeitura.

A pergunta que se faz é: Para a Virada Cultural, evento organizado pela Prefeitura, o espaço servia? A cultura de Curitiba foi tratada como um crime neste sábado, dia 14 de maio de 2011.

Os: Uma das ultimas novidades do Beto Batata é um espaço voltado para arte infantil. Espero que as crianças que desde cedo estão desfrutando deste espaço, não presenciem mais atos como este. Que as crianças possam ser felizes no Beto Batata! E que elas aprendam que ser feliz é seu direito e ninguém pode desrespeitá-lo. Que as crianças que já inventam suas mirabolantes obras de arte com sucatas, tinta e pincel lá no Beto Batata possam continuar freqüentando este espaço que é patrimônio da cidade.

Ana Carolina Caldas, jornalista, mestra em História e pedagoga. Frequentadora há uns bons anos do Espaço Cultural Beto Batata.

16 de abr. de 2011

Lupaluna aposta na música paranaense e em novos talentos musicais

Além das atrações nacionais e internacionais, o Lupaluna, em sua terceira edição, investe na revelação de novos talentos e aposta na música paranaense para agitar ainda mais o maior festival de música do Paraná e um dos maiores do Brasil. As bandas Gentileza, Locomotiva Duben, Charme Chulo, Sabonetes, Djoa, Sugar Kane e Super Color, que fazem parte do cenário musical paranaense, estarão presentes no line up do Palco EcoMusic nos dias 13 e 14 de maio. O time de “pratas da casa” passa por vários estilos: do pop rock, passando pelo groove e pela psicodelia até ao “desapego de estilos”, além das revelações do último ano.

Uma das bandas consideradas revelação no Paraná, a Super Color, que produz neste ano o seu primeiro disco da carreira, contará com a participação no palco de Xandão, guitarrista do Rappa. Os laços das duas bandas são estreitos porque é Xandão quem produz o disco do grupo. “Ser gravado por um ídolo é incrível, fazer turnê com ele tocando com a gente é realmente inexplicável”, conta Igor Cordeiro, vocalista da banda. Super Color se define como uma mistura de sons de diferentes cantos do Brasil, já que é composta por pessoas que vêm de Santa Catarina, Rondônia, passando, claro, por Curitiba. Apesar de defenderem “o desapego a estilos”, arriscam dizer que o antigo “Novos Baianos” pode ser uma ótima referência para traduzi-los.

Também despontando como uma das grandes promessas paranaenses, a Match apresenta uma bem temperada fusão de guitarras setentistas, bateria com pegadas dos anos 60 e 70, além de batidas eletrônicas com timbres atuais. A banda, liderada pelo cantor, compositor e guitarrista Matheus Duarte, apresenta um show definido como “groove” e com referências de Jamiroquai, Kasabian, Lenine e Stone Temple Pilots. Matheus, em parceria com André Nigoski (baixo) e Val Ofílio, forma um trio que segundo o vocalista, “não tem a marca do virtuosismo inócuo e viajante, mas com a energia de uma geração que não desperdiça tempo nem recurso”.

Na lista das já veteranas, a Sugar Kane chega a seu sétimo disco, consolidando ainda mais o espírito hardcore que define a banda. O novo trabalho “A Máquina que sonha colorido” obteve espantosas 23.000 execuções no primeiro dia em que foi disponibilizado para audição online. Em um mês foram mais de 100.000 execuções. O grupo também inaugura sua fase internacional: só no último ano passou por três países em 18 shows numa tour pela Europa.

Fora de Curitiba há sete anos, a banda Sabonetes foi criada no começo de 2004 por alunos de Comunicação Social da UFPR, e hoje é considerada nacionalmente como uma das promessas do rock brasileiro. O vocalista Artur Roman acha difícil definir o que eles tocam e prefere rotular a banda como "rock nacional". "É tão difícil alguma banda entrar nessa categoria. Hoje em dia ou você é indie rock, ou você é rock alternativo, pop rock ou você é emo". Uma boa definição para o tal rock da Sabonetes é que ele é dançante e despretensioso.

Também rejeitando rótulos, a diversificada Banda Gentileza é uma mistura multicolor. Ao todo são 16 instrumentos tocados no que eles chamam de “espírito forasteiro” que vai do samba, música caipira até o rock e a valsa. Depois de dois EPs gravados ao vivo (em 2005 e 2007), a banda escolheu o produtor Plínio Profeta – premiado com o Grammy Latino pela produção de Falange Canibal, de Lenine, entre outros - para arrematar seu retalho musical, original e surpreendente.

Originalidade é a marca da já conhecida Charme Chulo, que depois de anos fazendo sucesso nos bares de Curitiba, recebeu boas críticas de mestres como Kid Vinil e Fabio Massari, pela fusão inusitada de música caipira e rock oitentista. Depois de dois anos da estreia da banda, potencializam ainda mais essa mistura com o novo trabalho Nova onda caipira.

As letras flertam felizes com o minimalismo dos contos de Dalton Trevisan, com a estética urbana dos romances de Cristóvão Tezza e também passeia pelo universo dos cantores bregas como Odair José e brinca com os filmes de Mazzaropi. Bom humor neste show é o que não falta e o charme fica por conta do “uniforme” característico do grupo: chapéu de palha e camisa xadrez.

Mais do que uma banda, a Locomotiva Duben define-se como um coletivo musical, que não se resume somente a produção sonora. Os integrantes unem à música a expressão através da fotografia, design e vídeo, o que agrega valor ao que levam para o palco: algo inédito, porém ao mesmo tempo descontraído e despretensioso. Locomotiva define-se pelas referências mais diretas de Jorge Ben juntamente com a psicodelia dos sounds systems jamaicanos que popularizaram o Dub na década de 60.

E ainda, não poderia faltar a esta mistura dos talentos paranaenses, a união do rock com a música eletrônica que está presente no trabalho da banda Djoa. Formada em 1999, pela sua ótima qualidade musical o grupo já dividiu palco com grandes nomes da música nacional como Rodox, Ira!, Detonautas e outros.

Concurso de Bandas "Mundo Livre Lupaluna" divulga finalistas

Quinze foram as selecionadas na primeira fase do Concurso de Bandas Mundo Livre Lupaluna “Uma atitude sonora para sair do anonimato”. Segundo a produtora artística da Rádio Mundo Livre, Mariele Loyola, “foram mais de 200 inscrições de trabalhos de altíssima qualidade. A seleção foi difícil, pois a cena musical curitibana e paranaense passa por um ótimo momento!” Na segunda fase, as duas bandas mais votadas serão as escolhidas para tocar no Palco EcoMusic, que além das bandas locais, tem como atrações confirmadas: Otto, Raimundos, B. Negão & Seletores de Frequência, O Teatro Mágico, Duo Finlândia e Tulipa Ruiz. De 14 de abril a 06 de maio a votação será popular pelo site do Lupaluna www.lupaluna.com.br. No dia 9 de maio os vencedores são anunciados.


Confira a lista das finalistas:

  1. Felix Bravo http://youtu.be/qUC8uuAtYqk
  2. Beti Malu http://www.youtube.com/watch?v=Ru8AIivr-SE
  3. Punkake https://www.facebook.com/video/video.php?v=1872720970600
  4. Mac Brown http://www.youtube.com/watch?v=RICqwHsOWpQ
  5. Djambi http://www.youtube.com/watch?v=mIPIgZ1gUcM
  6. Nuvens http://www.youtube.com/user/bandanuvens
  7. Vilma Ribeiro http://www.youtube.com/user/VilmaRibeiro1
  8. Haullys http://www.youtube.com/watch?v=v69iAhYORA0
  9. Julia Mallmann http://www.youtube.com/user/JuliaMallmannMusic
  10. Pão de Hamburguer http://www.youtube.com/user/putialamerda
  11. Lou Dog http://www.youtube.com/dekoloudog
  12. Uh- La-La http://www.youtube.com/user/bandauhlala
  13. Molungo http://www.youtube.com/watch?v=Vcsg4OY3KYM
  14. Namorada Belga http://www.youtube.com/namoradabelga
  15. Paranoika http://www.youtube.com/user/BandaParanoika

Assessoria de imprensa Lupaluna:-
Ana Carolina Caldas
Fernanda Yanaze
Bia Moraes

18 de mar. de 2011

Livro sobre a história da Padaria América à venda nas Livrarias Curitiba


Lançamento do Livro “Padaria América e o pão das gerações curitibanas” aconteceu nesta quinta, 17, nas Livrarias Curitiba. Antes da sessão de autógrafos um bate papo com a autora, a nutricionista e doutora em História da Alimentação Juliana Reinhardt, o Professor Carlos Antunes da UFPR e Eduardo Engelhardt, bisneto do fundador da padaria e sócio proprietário atualmente. Mais de cem pessoas presentes e muitas participações da platéia. A maioria enfatizou a importância do resgate da tradição da comida artesanal e principalmente das lembranças da família ao redor da mesa. Juliana contou que sua idéia de pesquisar sobre a Padaria veio da lembrança de infância. “Meu pai comprava a broa de centeio na Padaria todo sábado e só comíamos no domingo quando todos estavam reunidos para o café da manhã. Pensei que se eu tinha um ritual e lembranças referentes ao ato de comer a broa da Padaria, muitas outras pessoas deveriam ter também.” Seu livro é originário da tese de mestrado sobre o tema em História da Alimentação, com a orientação do Profº Doutor Carlos Antunes.

Serviço

“Padaria América e o pão das gerações curitibanas” está à venda nas Livrarias Curitiba.

Valor: R$ 60 reais


Assessoria de imprensa - Ana Caldas

13 de mar. de 2011

Livro conta a história da Padaria América, a mais antiga de Curitiba




“Padaria América e o pão das gerações curitibanas” será lançado nesta quinta 17, nas Livrarias Curitiba.

É entrar lá e voltar ao passado...” disse um dos consumidores da Padaria América entrevistado para o livro “Padaria América e o pão das gerações curitibanas”. A tradição que é mantida há quase cem anos é a temática principal da obra escrita pela nutricionista e doutora em História da Alimentação Juliana Reinhardt. A pesquisa que originou o livro analisou a tradição de se fazer e se comprar o pão na padaria mais antiga da cidade. Procuramos entender o que levou e leva uma padaria a conseguir se manter no mercado durante tanto tempo, qual o significado desta tradição e o que a comida (na forma de broas, bolos, bolachas) pode representar aos indivíduos. Trabalhamos com a história oral, entrevistando os clientes, a família Engelhardt e funcionários, muitos com mais de 40 anos de serviço no local.” explica Juliana. A história da padaria, segundo a autora, está intimamente ligada à história de Curitiba, suas modificações ocorreram como reflexo das modificações da cidade e de sua sociedade.

Para o lançamento do livro que acontece nesta quinta, 17, será realizado um bate papo sobre o tema com a pesquisadora e autora do livro Juliana Reinhardt, do professor de História da Alimentação pela UFPR Carlos Antunes e também do bisneto do fundador da Padaria América, Eduardo Engelhardt. Nas livrarias Curitiba, do Shopping Park Barigui, às 19 horas.

Mais sobre o livro:

Padaria América, a mais antiga de Curitiba em atividade, fundada Eduardo Engelhardt, descendente de imigrante alemão em 1913, que hoje, procura manter as receitas e o modo de fazê-las do início do século XX. Quem hoje administra e mantêm a padaria são os bisnetos do fundador. A tradição de fazer os pães, bolachas e doces alemães foi passada de pai para filho e, hoje, a grande parte de quem compra na Padaria América, são os filhos e netos daqueles que compravam na época do fundador: os imigrantes alemães, poloneses, ucranianos, italianos, portugueses. O fazer e o comprar foram transmitidos de geração para geração. O carro-chefe da padaria é a broa de centeio.

A clientela de hoje é formada pelos clientes fiéis (descendentes de imigrantes) e também por aqueles que se seduziram pela “tradição” que hoje a padaria representa. Muitas coisas da padaria remetem ao passado: além das preparações, a própria loja constitui-se como local de referência, funcionando no mesmo local por 80 anos sendo que, nos 15 anteriores, funcionava a apenas uma quadra da atual localização; muitos funcionários trabalham há mais de 40 anos no estabelecimento (a funcionária que cuida do caixa também é referência da padaria: está há 45 anos no local, e lá também trabalham dois padeiros há quase 50 anos). Segundo seus clientes fiéis, mudou muito pouco internamente, mantendo a mesma disposição interna, mesmo formato de balcão, prateleiras, potes de bolacha, caixa, etc.

Serviço

Lançamento do Livro “Padaria América e o pão das gerações curitibanas”

Bate –papo com a autora Juliana Reinhardt, com o professor de História da Alimentação pela UFPR Carlos Antunes e o bisneto do fundador da Padaria América Eduardo Engelhardt

Livrarias Curitiba do Park Shopping Barigui.

19 horas


Assessoria de imprensa – Ana Carolina Caldas


25 de jan. de 2011

Padaria América desvenda seus segredos em oficina gratuita de pães e bolos


Nos seus quase 100 anos de existência a mais tradicional Padaria de Curitiba, a Padaria América, pela primeira vez oferta oficinas gratuitas de panificação e bolos. Serão 5 oficinas, do dia 31 a 04 de fevereiro, ministradas nas próprias dependências da Padaria América por Eduardo Henrique Engelhardt, bisneto do fundador e atual membro da família à frente da produção. Serão abordadas também durante as oficinas as características artesanais de seus produtos e sobre outros fatores igualmente importantes para a manutenção da padaria no mercado. O carro chefe das aulas será a broa alemã de massa azeda. “Escolhemos esta receita por ser a que melhor representa os nossos principais consumidores, as famílias descendentes de alemães”, explica Eduardo.

A iniciativa faz parte da contrapartida social do projeto que deu origem ao livro “Padaria e o pão das gerações curitibanas”, escrito pela nutricionista e doutora em História da Alimentação Juliana Reinhardt. Patrocinado pela lei municipal de incentivo à cultura, o livro é fruto da dissertação de mestrado da autora e será lançado em março nas livrarias da cidade. Analisa através dos depoimentos de consumidores, dos funcionários e da família fundadora, a tradição de se fazer e se comprar o pão na Padaria América, seus significados e sua história. “Procuramos entender o que levou e leva uma padaria a conseguir se manter no mercado durante tanto tempo, qual o significado desta tradição e o que a comida (na forma de broas, bolos, bolachas) pode representar aos indivíduos.” conta Juliana. A tradição de fazer os pães, bolachas e doces alemães foi passada de pai para filho e, hoje, a grande parte de quem compra na Padaria América são os filhos, netos e bisnetos daqueles que compravam na época do fundador, o alemão Friedrich Philipp Ludwig Eduard Engelhardt.

A pesquisadora que também é autora de um documentário sobre a broa de centeio tem uma relação especial com a história da padaria e por este motivo recebeu destaque especial no panfleto institucional da Padaria América:

“Em 2002, a nutricionista Juliana Reinhardt faz a “Padaria América” virar história. Defendeu uma tese na Universidade Federal do Paraná, baseada na tradição e nos quase cem anos da Padaria. Em 2007, iniciou um projeto através da Fundação Cultural de Curitiba e produziu um documentário tornando a “Broa de Centeio”, um dos produtos mais tradicionais da Padaria América como Patrimônio Imaterial de Curitiba.

As oficinas deverão ser divulgadas também para comunidades que tenham envolvimento com padarias comunitárias.

Serviço:

Oficinas gratuitas de pães e bolos na Padaria América

Aberto ao público

Do dia 31 de janeiro até dia 04 de fevereiro

Das 16h às 18h30.

As inscrições devem ser feitas direto com Eduardo ou Patricia, na Padaria América. Telefones: 33231099 ou 32331871

Assessoria de imprensa – Ana Carolina Caldas (41)92114915

Na foto acima: Eduardo Engelhardt, bisneto do fundador da Padaria América.