8 de fev. de 2012

BLOCO GARIBALDIS E SACIS CONVOCA COLETIVA DE IMPRENSA


Para resgatar o verdadeiro sentido do pré carnaval, o Bloco Garibaldis e Sacis convoca coletiva de imprensa para esta quinta feira, às 11 horas, na Agência Getz Comunicação. O objetivo principal é divulgar o posicionamento do grupo para o próximo domingo, além de reiterar a importância desta manifestação cultural para cidade e o respeito aos mais de 15 mil foliões curitibanos que participam da festa que acontece há 14 anos. Os organizadores do evento procuraram a Getz Comunicação que vem se notabilizando em campanhas sociais, para buscar uma estratégia, a ser apresentada durante a coletiva, que venha responder a necessidade de valorização do potencial cultural, comercial e turístico do pré carnaval.

Através do Garibaldis & Sacis, Curitiba exibe suas diferenças e peculiaridades em uma festa que resgata o carnaval de rua e se revela como referência de arte e cultura. Um pré carnaval de misturas, em que a celebração das diferenças toma, ano a ano, as ruas do centro histórico da cidade. Este é o espírito da festa que acontece desde 1998, criada espontaneamente por artistas curitibanos. No último domingo, os repiques, as fantasias, as cirandas e os refrões bem humorados legraram novamente mais de 7 mil foliões presentes. Porém, nenhum deles imaginava que ao final da festa, da manifestação pacífica que acontece todos os anos, veriam e participariam de cenas de terror.

O Largo da Ordem foi palco da ação violenta de policiais militares contra os foliões que brincavam após o pré carnaval. De forma desproporcional, um batalhão de choque iniciou uma verdadeira guerra com disparos de balas de borracha e bombas de efeito moral, deixando muitos foliões feridos. Segundo a polícia, foram jogadas garrafas e pedras em uma viatura da PM e por este motivo o reforço policial foi chamado.

Apesar do triste episódio, a última apresentação de 2012 do Garibaldis e Sacis está confirmada para o próximo domingo. Os organizadores já solicitaram, através das redes sociais, que os foliões participem vestindo branco. Além desta proposta, outras já foram organizadas e serão divulgadas durante a coletiva. “Vamos para a rua com o mesmo espírito de sempre, que é o de brincar com alegria, paz e amor. Porém, agora é necessário resgatar e reafirmar a essência desta festa. Vestir a camisa pela paz.” explica Luiz Nobre, um dos organizadores do bloco.

Garibaldis e Sacis: celebração da alegria

Da idéia brincalhona de um grupo de amigos artistas, surgiu em 1998 o Pré Carnaval Garibaldis e Sacis, que reunia na época pouco mais do que cem pessoas no Largo da Ordem. Ao longo dos anos, a festa caiu no gosto do curitibano e atualmente são milhares reunidos nos quatro domingos que antecedem o carnaval. Diante do crescimento, os amigos resolveram criar a um ano e meio atrás a Associação Recreativa Cultural Amigos do Garibaldis e Sacis, que conta com 25 pessoas associadas, as mesmas responsáveis pela organização do evento. Há também a bateria formada por mais de 20 músicos da cidade. Todos voluntários.

A brincadeira que deu certo...



O Bloco Pré Carnavalesco Garibaldis & Sacis teve início em 1998 a partir de uma provocação que o artista maranhense Itaércio Rocha – hoje presidente da Associação Recreativa Cultural Amigos do Garibaldis & Sacis – fez no programa “Samba De Bamba”, apresentando pelo jornalista Rodrigo Browne, na Rádio Educativa do Paraná, convidando as pessoas a se reunir nos domingos pré carnaval para brincar a folia. Isso bastou para motivar um grupo de amigos a planejar a festa para o ano seguinte.




Em 1999, artistas ligados à Faculdade de Artes do Paraná (FAP), ao Conservatório de Música Popular Brasileira, ao Teatro de Bonecos e ao Grupo Mundaréu, encontraram-se rotineiramente nos domingos de janeiro no Saccy Bar, centro histórico de Curitiba, para discutir a organização da festa. Numa destas reuniões foi eleito o nome do bloco, “Garibaldis & Sacis”, em alusão e homenagem ao itinerário idealizado. O ponto de partida seria o Saccy Bar e o ponto final do trajeto a Praça Garibaldi. Desta forma, o bloco desfilaria pelas ruas convidando as pessoas a participar, além de buscar o resgate dos antigos carnavais de rua.




Paralelo ao crescimento do bloco, o aparato de som também se desenvolveu. O músico Ricardo “Rosinha”, mesmo criador do invento com o carrinho de supermercado, levou para as ruas um Fiat Fiorino com o som que ajudou a fazer a festa até 2008. Nos anos seguintes, financiado pelos próprios foliões, o bloco contratou uma Kombi que funciona como mini trio elétrico.

Inicialmente o desfile começava por volta das 13 horas, na tentativa de aproveitar o público que se dirigia até o Largo da Ordem para fazer compras ou passear pela Feira de Domingo e terminava com um grande Cacuriá, em que todos participavam. Com o aumento do número de pessoas que o seguiam e um entrave referente ao horário da missa de domingo na Igreja de São Francisco da Ordem, que coincidia com o horário de saída do bloco, o início da festa foi adiada para as 15h30 e o ponto de partida alterado para frente do Memorial da Cidade, também no Largo da Ordem.




O Bloco por si só é um grande sucesso e tem como objetivo a valorização da cultura popular. Tanto que a partir dele, surgiram outros eventos. Nos últimos anos realizaram, periodicamente, sambas de mesa em frente ao Conservatório de MPB, no bar do Cícero, hoje conhecido como bar Brasileirinho. Além dos sambas, os encontros resultaram em outras duas festas populares que agora ocorrem anualmente: O “Arraial da Anita”, uma festa com temática junina (quadrilha, batuques e fandangos) fora de época, realizado de maneira comunitária e o “Sarau do Saci”, evento em que artistas da cidade apresentam poesias, músicas, histórias e contos em frente ao Relógio das Flores. Uma celebração de primavera aberta ao grande público, com forte foco na infância, pois, nela são homenageados o Dia de Cosme e Damião, o Dia das Crianças e o Dia da Padroeira, Nossa Senhora Aparecida.


Coletiva de imprensa
Dia 09/02
11h
Rua Joaquim da Silva Sampaio, 136 na Agência Getz Comunicação
Contato imprensa – Ana Carolina Caldas (41)92114915

11 de jan. de 2012

Chico Mello lança CD comemorativo dos seus 20 anos de música experimental


Radicado há 23 anos na Alemanha, o compositor curitibano Chico Mello retorna a cidade natal para o lançamento do CD “20 anos entre janelas” (Música experimental de 1987 a 2007.) O evento acontece no próximo dia 21 de janeiro, no auditório do Museu Oscar Niemeyer, integrando a programação da Oficina de Música de Curitiba. Além de conversa com o artista, haverá a exibição da ópera “Destino das Oito”, sessão de autógrafos e venda de CDs

O material produzido ao longo de dois anos é dividido em três partes que representam as várias facetas da trajetória profissional do compositor: - Solo/Câmera/Orquestra (a formação instrumental é o ponto de partida); - Mal Entendidos Culturais (o ponto de partida é a existência paralela de culturas sonoras díspares) e Música Instrumental Cênica (o foco oscila entre som e gestualidade e a corporalidade e performance musical). Desde 1987 em Berlim, onde foi estudar música com os mestres Dieter Schnebel e Witold Szalonek, Chico Mello traz para Curitiba um primoroso trabalho, revelando de forma aprofundada o verdadeiro sentido da música experimental.

Ao prefaciar a apresentação do CD, o músico Tato Taborda descreve a obra como restauradora da fé na composição como um jogo de faz de conta onde tudo pode. “Deixa claro que a música, antes de ser organização de sons, é organização do pensamento que pode, inclusive, se expressar em sons.” Junto ao CD, um livreto com imagens do percurso dos seus 20 anos e textos escritos pelo próprio compositor que fez questão de contar a história de cada uma das composições escolhidas. Desta forma, é possível viajar na história pessoal e profissional de Chico. A heteregenoidade geográfica e de produção que marcam esta trajetória é também um convite a um passeio pelo vão entre os sons, entre os tempos e entre os lugares.


Nascido em Curitiba, estudou composição no Brasil com José Penalva e Hans Joachim Koellreuter; cursou a mesma disciplina na Alemanha com Dieter Schnebel e Witold Szalonek. Concluiu três graduações: o Curso de Bacharelado em Violão na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Medicina pela UFPR e Composição e Teoria Musical pela Hochschule der Künste, em Berlim.

Chico Melo é Doutor em Musicologia pela Technische Universität Dortmund. Participou dos Cursos Latino-americanos de Música Contemporânea (Uruguai e Brasil) e dos Festivais de Darmstadt (Alemanha).

Trabalhou como arranjador, compositor e instrumentista em grupos de música popular e música experimental no Brasil. Desde 1987 reside na Alemanha (Berlim), onde trabalha como compositor e performer. Lecionou teoria e violão na Escola de Música e Belas Artes do Paraná; violão na Musikschule Neuköln – Berlim; improvisação e composição na Universität der Künste - Berlim. Realiza projetos em diferentes áreas como Teatro Musical, "música silenciosa", canções experimentais em colaboração com Silvia Ocougne, Dieter Schnebel, Daniel Ott, Arnold Dreyblatt, Amelia Cuni, Burkhard Schlotthauer, Carlos Careqa, Fernanda Farah, Otávio Camargo, Nicholas Bussman e também com os conjuntos Maulwerker, Contemposonoro, Kammerensemble Neue Musik, Mosaic Ensemble, Remix Ensemble, Ensemble Aventures entre outros.

Participou de diversos festivais internacionais de música contemporânea e de música improvisada, entre eles Donaueschinger Musiktagen, Inventionen e MärzMusik - Berlim; Pro Musica Nova – Bremen; Musica Viva – Munique; Festival Música Nova - São Paulo; Bienal de Música Contemporânea, Escuta, e Fronteiras - Rio de Janeiro.

Fez inúmeras viagens internacionais como concertista e compositor, destacando-se suas apresentações na Espanha, Itália, Suíça, Hongkong, Uruguai, Argentina, EUA, Rússia, Polônia e Noruega. Exerceu a Co-curadoria dos Festivais Escuta e Fronteiras - Rio de Janeiro; da Oficina de Música de Curitiba; Pro Musica Nova – Bremen e “MärzMusik” - Berlim .

SERVIÇO

PALESTRA DE LANÇAMENTO DO CD DO COMPOSITOR CHICO MELLO “20 ANOS ENTRE JANELAS”
Exibição em DVD da ópera “Destino das Oito”, sessão de autógrafos e venda de CDs

21 de janeiro de 2012
15h Auditório Poty Lazzarotto do Museu Oscar Niemeyer


FICHA TÉCNICA DO CD:

Gravado e mixado por Gramofone
Técnicos de gravação e edição: Álvaro Ramos, Fred Teixeira e Rogério Naressi
Assistência: Diego Plaça
Técnicos de mixagem: Rogério Sabatella e Rogério Naressi
Mixagem: Chico Mello e Rogério Sabatella
Textos e tradução: Chico Mello
Revisão de tradução: Susan Herbert, Craig Havens e Octavio Camargo
Projeto gráfico e editoração: Gilson Camargo
Impressão: Maxigráfica
Idealização e coordenação do projeto: Mara Fontoura e Paulo Demarchi
Marketing Cultural: Gramofone Cultural
Incentivo – Lei Municipal de Incentivo a Cultura



Contato imprensa – Ana Carolina Caldas (41)92114915

14 de dez. de 2011

SITIO CERCADO INAUGURA MUSEU DE PERIFERIA

Nesta sexta, 16, será inaugurado o Museu da Periferia do Sítio Cercado. Para o evento, moradores realizam exposição de fotos sobre a história do bairro e apresentações culturais de manifestações artísticas próprias do Sitio Cercado. Também contarão com a presença de representantes do Ibram – Instituto Brasileiro de Museus. O Sítio Cercado é um dos bairros que mais cresceu em Curitiba nos últimos 30 anos e foi o centro do maior movimento urbano por moradia ocorrido no Brasil. O bairro está sendo reconhecido pelo Ibram como território de interesse histórico nacional através do programa “Pontos de Memória”.

O Governo Federal através dos Pontos de Memória tem incentivado o conceito de museu social, onde o direito à memória se faz presente prioritariamente nas comunidades carentes, como estímulo ao fortalecimento de suas identidades culturais e usufruto da cidadania. A identificação do público com o patrimônio musealizado e sua utilização para gerar estímulos no sentido da conscientização e da ação sobre o real, são hoje mais condizentes com o papel social esperado de um museu.

A história do MUPE tem início em 2009, quando moradores do Sítio Cercado tomaram conhecimento que o Ministério da Cultura estava a frente da implementação dos Pontos de Memória em parceria com o Ministério da Justiça. Reuniram-se na Associação Vila Vitória, no dia 22/05/2009, com o objetivo de criar um Ponto de Memória na comunidade. O encontro resultou numa lista de assinaturas solicitando uma oficina de museologia ao IBRAM (requisito para iniciar o processo de implementação do museu). Após o abaixo assinado são atendidos pelo Ibram, que envia uma equipe para Curitiba para realizar a oficina “Museu, Memória e Cidadania”, sobre metodologia e processos museais

Em novembro de 2009, a comunidade começa a se integrar ao projeto: Alunos da Escola Guilherme Lacerda Braga Sobrinho – CAIC (Centro de Ação Integrada à Criança), no Sítio Cercado, em Curitiba, mostraram seus desenhos e redações sobre o bairro durante a comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra. Mais de 150 desenhos e redações produzidos por alunos de diferentes faixas etárias do ensino fundamental.

Em maio de 2010, os moradores se reuniram na Associação de Moradores Vila Vitória, para formar o Conselho Gestor do Museu de Periferia do Sítio Cercado (MUPE). A formação do Conselho Gestor do MUPE contou com uma mostra de fotografias antigas do Sitio Cercado. O acervo foi construído pelos próprios moradores.

E neste dia 16 de dezembro de 2011, após este longo processo de formação, os moradores comemoram a conquista do Museu da Periferia, um museu que irá contar e fazer a história do Sitio Cercado.


texto de Ana Carolina Caldas, com informações do blog www.vanhoni.com.br

12 de jul. de 2011

Marcha das vadias acontece dia 16 de julho em Curitiba


Considerando o movimento que vem tomando as ruas do mundo inteiro, o ‘slutwalk’ - que traduzido para o português se tornou Marcha das Vadias - um grupo de artistas, comunicadoras e estudiosas de Curitiba resolveu se unir, a fim de desmistificar o gênero ‘vadia’, e reivindicar sobre a questão do estupro, violência e desrespeito ao sagrado feminino, e, começaram a organizar a Marcha das Vadias da capital paranaense.

A proporção dessa união aumenta a cada dia, e, o número de pessoas que tem se juntado a elas é cada vez maior, são ONGs, Associações, casas e espaços, todos direcionados ao bem estar, à luta contra violência e à proteção à mulher. No próximo dia 16 de julho toda essa união poderá ser vista nas ruas de Curitiba, a concentração será às 11 horas da manhã, no Passeio Público,
o convite é estendido a todos que exigem mais respeito ao sagrado feminino, homens, mulheres, homossexuais, as vadias acolherão a todos, e convidam para que tragam sua bandeira em defesa da mulher.

O roteiro foi todo pensado e planejado para tornar esse encontro ainda mais belo e doce, a saída do Passeio Público passa pela Praça Dezenove de Dezembro, subindo até a imagem da Nossa Senhora da Luz, na Rua Barão do Serro Azul, marchando rumo à Maria Lata d’água da Praça Generoso Marques, e finalizando com um grande piquenique na Boca Maldita. Em cada um desses pontos, todos com grande significado feminino, serão apresentadas performances artísticas, e, dada a palavra a todos os representantes da luta pelo respeito aos direitos da mulher, tudo isso sem perder a essência feminina, o intuito aqui é acolher, acarinhar, a marcha das vadias é um manifesto por amor, por respeito, não é uma questão de sexo, é uma questão de violência, e a questão da violência é uma questão de saúde.

Manifesto da Marcha das Vadias de Curitiba

“A Marcha de todas as bandeiras”

O Movimento Slutwalk surgiu no Canadá, no início de 2011, e ganhou o mundo levantando a bandeira contra a culpa da mulher em casos de agressão sexual.

Em Curitiba, a organização da Marcha tem gerado calorosos debates. Muitos jovens, mães de família, políticos, têm expressado a compreensão da urgência em se realizar um ato a favor do RESPEITO. O respeito ao outro, personalizado na mulher, na criança - em todas as vítimas de agressão que todos os dias são atendidas em delegacias e hospitais. O respeito à todas
as vítimas anônimas, humilhadas, abandonadas e destruídas. Infelizmente a civilidade curitibana não afastou esse fantasma e não podemos mais ser coniventes com todas as formas de desrespeito que presenciamos todos os dias.
Por isso queremos todas as bandeiras na nossa marcha!

* A bandeira da luta contra a violência sexual, a submissão, a exploração
do corpo da mulher. A luta contra o conservadorismo que nos diz que, se não
quisermos ser estupradas, não devemos provocar.

* A luta contra o moralismo, que nos diz que não podemos usufruir de
nossa sexualidade, sensualidade e beleza. Contra o machismo que impede
que a mulher seja livre e impõe que seja apenas um objeto.

* O feminismo, renovado, que acolhe as mulheres e orienta na melhor
forma de exercer a feminilidade, com força, determinação e respeito.
* A cidadania, que busca a criação de políticas públicas efetivas de proteção
aos direitos da mulher, que puna agressores e estupradores.

* O fim do preconceito contra os grupos LGBT, pelo respeito às
diferentes formas de orientação sexual.

* A assistência às prostitutas, maiores vítimas de violência e agressão
sexual, pelo reconhecimento profissional e por uma condição mais digna, sem
exploração.

* O apoio às mulheres agredidas, que tenham a segurança de o Estado
irá defendê-las de seus agressores.

Acompanhamos as discussões acerca da dificuldade de ressignificar um termo tão carregado de preconceito, como VADIA, e consideramos que é urgente que todos os nomes pejorativos como puta, biscate, vagabunda, piranha, “mulher fácil” sejam reapropriadas e que a discussão sobre a
sexualidade feminina, e tudo o que ela representa, seja pauta política e social. Se você também não concorda com uma sociedade que aplaude piadas sobre estupro, que segue lideranças que afirmam que, se a mulher foi estuprada, é porque de alguma forma ela consentiu, que banaliza a agressão física, moral e sexual, marche com a gente. Na “Marcha de todas as bandeiras” traga o seu respeito. Vista-se como quiser, traga a família, ensine ao mundo que as mulheres devem
ser respeitadas.


Serviço
Marcha das Vadias
Dia 16/07/2011
Concentração as 11 horas na Praça Santos Andrade
Organizadoras: Ludmila Nascarella, Máira Nunes,
Stephany Miró, Kassandra Speltri e Anaterra Viana

Telefones para contato:
Ludmila Nascarella: 92154100
Máira Nunes: 88735302
Anaterra Viana: 34080095

26 de mai. de 2011

Um convite para conhecer “As Marés”, de Yara Sarmento



O livro, lançado em abril de 2011, já está à venda nas Livrarias Curitiba


“As Marés”, obra escrita pela atriz Yara Sarmento, é uma coletânea de contos, reflexões, peças teatrais, roteiros pra vídeos e curta-metragens e textos que funcionam como pontes entre a autobiografia da atriz e capítulos importantes da história da cultura paranaense.

De acordo com a autora, os temas abordados fazem parte do cotidiano. “Pretendo, com meus enfoques, levantar questões para conversa. Da conversa, quem sabe, à reflexão. Da reflexão, às ações que podem iluminar nossas vidas, e daqueles que estão ao nosso lado”, diz.


O livro não contou com recursos de leis de incentivo fiscal. É uma publicação independente. Nas palavras de Yara, “A independência nos permite não fazer contemporizações”.


Quem é Yara Sarmento

Yara tem uma extensa biografia. Ela estreou na década de 1960 como atriz na TV Paraná, no programa “Colégio de Brotos”, dirigido por Sinval Martins. Trabalhou no programa “Teatro de Equipe”, dirigido por Glauco Flores de Sá Britto, onde faziam parte do elenco: Lala Schneider, Claudete Barone, Irene Moraes, Aristeu Berger, Joel de Oliveira e Luiz Hilário, entre outros. Participou também do humorístico “Telstar Festival” da TV Paraná, dirigido por Maurício Távora.


Foi bailarina de dança espanhola com a professora Barbara Grand, e fez parte do programa “Big Gincana Duchen” apresentado por Acidália Chen. Foi a primeira-bailarina do programa “Portais de Operetas”, dirigido por Cícero Camargo de Oliveira na TV Paranaense.

Em 1964, já conhecida no Paraná, Yara ruma para o Rio e São Paulo, onde trabalha em teatro e nos teleteatros da TV Tupi. Nas novelas da TV Globo, contracena com atores consagrados como Marília Pera, Leila Diniz e Gracindo Junior até 1971. Foi vedete no show Carlos Machado Holiday. De volta a Curitiba, fez teatro com Oraci Gemba e tevê com Roberto Menghini.

Yara Sarmento é também conhecida pela sua atuação política em defesa da classe artística, participando, por exemplo, da equipe paranaense que elaborou o ante-projeto da Lei 6.533/1978, que regulamenta a Profissão de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões - além de ter sido uma das fundadoras, em 1981, do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado do Paraná – SATED/PR.

De 1971 a 1990, participou da elaboração das leis municipal e estadual de incentivo à cultura. Trabalhou na Assembleia Geral Constituinte representando trabalhadores, artistas e produtores de artes e cultura, entre 1987 e 88.


A obra

“As Marés” é uma costura encantadora entre suas peças teatrais, suas reflexões políticas e artísticas, memórias e um pouco da filosofia inteligente de Yara Sarmento.


A obra traz textos de "Deliciosa Cênicas", espetáculo teatral concebido pela atriz junto a outros grandes nomes femininos do teatro paranaense: Odelair Rodrigues, Gilda Elisa, Regina Vogue e Claudete Pereira Jorge. O texto, que seria editado pelo diretor e ator Enéas Lour, não chegou a ser encenado por falta de recursos. "As Marés" tem também trechos do blog "Sobre e Para Yara Sarmento”, editado por Beatriz Lanza em 2007 e destinado ao acervo do Centro Cultural Teatro Guaíra. Há também partes de "Na Espuma das Ondas", livro digital lançado em 2009.


O livro tem textos inéditos - resultados de reflexões, viagens pelo mundo, de sua grande admiração pelas culturas egípcia e greco-romana, sem esquecer Shakespeare e passagens bíblicas - e memórias de momentos e pessoas marcantes.


Como se revela em “As Marés”, Yara é protagonista ou coadjuvante de momentos importantes da cultura brasileira. É, ela mesma, portanto, um grande personagem.


Seja como atriz, ou como batalhadora das causas do teatro; como bailarina e vedete, ou como a belíssima atriz, amiga pessoal de Leila Diniz; como figura ativa na implantação do primeiro curso superior de Artes Cênicas no Paraná e em outras iniciativas pela profissionalização da classe teatral, ou como voz feminina, política, militante sindicalista e feminista de pés no chão - entre tantos outros papéis, dentro e fora do palco.

“As Marés" nos traz a oportunidade de viajar pelo mundo de Yara. Que é vasto e emocionante. Navegar pelas ondas de Yara Sarmento, com o privilégio de correr os olhos por belos textos, é uma viagem e tanto.

“De todas as artes, a mais extraordinária é a que nos desnuda, na felicidade ou no sofrimento; a que nos impulsiona pro mar de espinhos ou pro campo de cravos”. Yara Sarmento

Serviço:

“As Marés”, de Yara Sarmento

R$ 25,00 nas Livrarias Curitiba

Publicação independente de 2011

Curitiba/PR
240 páginas

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Assessoria de imprensa:

Ana Carolina Caldas (41) 92114915

Bia Moraes (41) 9655 6116