24 de set. de 2012

Pesquisadora lança livro de receitas sobre a tradição culinária dos doces alemães em Curitiba




“As lembranças mais puras e genuínas são aquelas despertadas pelos sentidos, pois são experimentadas através das sensações, não da consciência. Ë assim quando falamos em sentidos: cheiros, sons, imagens, texturas e gostos.”(Juliana Reinhardt)



Entre Strudel, bolachas e stolen: receitas e memórias”  é um livro que conta através de receitas as lembranças vinculadas a doces alemães. Isto porque a doçaria alemã é considerada uma das mais refinadas existentes e está fortemente presente entre os curitibanos descendentes desta cultura. O lançamento do livro acontece nesta próxima quinta feira, 27/09,  na Aldeia do Beto. A partir das histórias de vida e das receitas de doceiras descendentes de imigrantes de alemães, que vivem em Curitiba, a obra resgata as tradições culinárias que resistiram ao tempo e à modernidade e permanecem na mesa de muitos curitibanos.

É o caso da família de uma das entrevistadas, Dona Rose, que apesar de ser especialista em Apfelstrudel, conhecido por nós, como o strudel, conta que suas maiores lembranças remontam à confecção dos biscoitos da vovó ou natalinos, os Mehlltoss (em alemão) feitos pela sua mãe. “Era feito fora de casa em um forno à lenha que ficava no pátio. Todas as crianças ajudavam. Depois de assado, faziam figurinhas: passarinho, meia lua. Depois passava o glacê e açúcar colorido. Faziam para colocar em latas.” Dona Rose manteve esta tradição e até hoje faz com os filhos e netos.

O que o leitor encontrará não são apenas receitas, nem tampouco apenas um livro de memórias: ele traz tudo mesclado, pois a comida é esta colcha de retalhos. Traz o que nos sustenta o corpo e a alma. Traz sentimentos. Neste caso, sentimentos ligados às origens, à família, ao passado, ao presente.

A autora é Juliana Cristina Reinhardt, doutora em História da Alimentação e também  descendente de alemães. Pesquisadora de temas sobre cultura alimentar e Patrimônio Cultural Imaterial, já publicou dois livros: A PADARIA AMÉRICA E O PÃO DAS GERAÇÕES CURITIBANAS, em 2011 e DIZ-ME O QUE COMES E TE DIREI QUEM ÉS: ALEMÃES, COMIDA E IDENTIDADE neste ano.  Também é de sua autoria o documentário “A broa nossa de cada dia”, que registrou a broa de centeio como Patrimônio Cultural Imaterial de Curitiba.



O livro conta com o incentivo da Lei Municipal de Cultura e patrocínio do BANCO DO BRASIL. Conta com os apoios da PADARIA AMÉRICA e as EMPADAS BRASIL CURITIBA.



SERVIÇO


Lançamento do livro Entre Strudel, bolachas e stolen: receitas e memórias”, de Juliana Reinhardt
Local: Aldeia do Beto - Rua Professor Brandão, 678
Horário: 19h
Assessoria de imprensa – (41)92114915 com Ana Carolina Caldas

22 de jun. de 2012

Oficina para aprender doces alemães integra lançamento do livro Entre Strudel, Bolachas e Stollen: Receitas e Memórias



Mãos habilidosas realizam a arte de fazer strudels e stollens, biscoitos elaborados e refinados, mãos que trazem também histórias de vida, de memórias da passagem dos ensinamentos culinários, do cotidiano da cozinha e do café da tarde. A partir das receitas dos doces elaboraremos a reconstrução da história que eles carregam, bem como de suas práticas culinárias.  (Juliana Reinhardt, autora do livro)

Entre Strudel, Bolachas e Stollen: Receitas e Memórias, livro sobre as histórias e as receitas de doces tradicionais alemães em Curitiba será lançado em agosto. Para divulgá-lo, serão realizadas oficinas de confecção de doces ministradas pela artesã D. Rosamaria Lohman Konieczniak. Descendente de alemães, quando jovem morou na Alemanha e lá aprofundou seu conhecimento sobre a arte da doçaria alemã. Há muitos anos transmite este saber através de cursos pelas cidades do sul do Brasil.
  Segundo a autora do livro Juliana Reinhardt, “o objetivo das oficinas  é promover a transmissão deste saber culinário para além dos descendentes de imigrantes alemães, oportunizando uma forma de geração de renda bem como o conhecimento da cultura alemã e da história de Curitiba.” A autora do livro abrirá com palestras sobre o tema as 10 oficinas realizadas a partir do dia 26 de junho, próxima terça feira.
A doçaria alemã, presente na mesa dos descendentes de imigrantes, além de refinada, se traduz em um bem cultural transmitido de geração para geração. Transmitidos de mãe para filha, seja através da oralidade, seja pelos cadernos de receitas, trazem consigo histórias da Curitiba do século XX, de eventos marcantes como os primeiros contatos dos alemães com as terras curitibanas, destacando o período que compreendeu as duas grandes guerras mundiais.
Entre os doces mais citados como tradicionais, estão: o Kuchen ou Streuselkuchen (bolo assado coberto com farofa de manteiga e açúcar, podendo haver frutas em sua composição e servido nos finais de semana e comemorações); Stollen (bolo ou pão feito no Natal, com passas, frutas cristalizadas, nozes, castanhas e coberto com açúcar de confeiteiro); Strudel (formato de rocambole, massa finísssima e trabalhosa, feito a base de farinha de trigo e recheado com maças, passas, nozes, temperadas com manteiga, canela e açúcar); Waffer; bolachas de grande variedade; geléias, compotas, além de outras preparações.
O projeto foi realizado com o apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, Fundo Municipal de Cultura – Programa de Apoio e Incentivo à Cultura e tem o patrocínio do Banco do Brasil.

SERVIÇO
Oficina de cuques e bolachas alemãs
Ministrante: Rosamaria Lohman Konieczniak.
Datas:
Dia 26 e 27 de junho - das 13:30 hs as 17: 30 hs
Dia 3 de julho - das 13:30 hs as 17: 30 hs
Dia 4 de julho - das 13:30 hs as 16: 00 hs e das 16:30 hs as 19:00 hs (duas oficinas)  
Dia 10 de junho - das 13:30 hs as 17: 30 hs 
Dia 11 de junho - das 13:30 hs as 16: 00 hs e das 16:30 hs as 19:00 hs (duas oficinas)
Dia 12 e 13 de julho - das 13:30 hs as 17: 30 hs 


Local: Igreja de Cristo. Rua Inácio Lustosa, 309

Inscrições:
Pelos telefones: 3273-7826 / 8406-1935 / 8407-2798 com Victor ou Juliana 

Vagas limitadas

Assessoria de imprensa: Ana Carolina Caldas

29 de mai. de 2012

Privatizar espaços de cultura e lazer é um retrocesso social

O prefeito Luciano Ducci lançou edital de licitação para fazer a concessão/privatização da Ópera de Arame, da Pedreira Paulo Leminski e do Parque Náutico. São espaços públicos que deveriam ser revitalizados para servirem como instrumentos de incentivo à cultura, ao esporte e ao lazer da população de Curitiba, principalmente à juventude.

Ao invés disso, serão doados por 25 anos, provavelmente prorrogáveis por muitos anos mais, para que empresários ganhem dinheiro com o patrimônio público. Este fato deixa evidente que a privataria em nosso estado, tão em voga no governo de Jaime Lerner e freada pelo grande movimento popular contra a privatização da Copel, está ressurgindo com uma força que merece toda a atenção dos sindicatos da CUT e dos trabalhadores a eles filiados.

Dizer, como dizem alguns, que concessão não é privatização é querer fazer um jogo de palavras para tentar fazer o povo de bobo. As rodovias no PR estão "concedidas" há muitos e muitos anos e alguém dúvida que elas estejam privatizadas? É só ver como as concessionários usam e abusam do que lhes foi concedido, fazendo o que bem entendem e praticando as tarifas que são convenientes a uma alta taxa de lucro aos especuladores acionistas.

Como as concessionárias das rodovias, que pouco se importam com os efeitos sociais negativos dos altos custos dos pedágios, também as empresas privadas que abocanharem a Pedreira Paulo Leminski, a Ópera de Arame e o Parque Náutico, vão fazer destes equipamentos um meio de tirar todo o proveito financeiro possível, mesmo que para isso tenham, por exemplo, que cortar a meia-entrada de estudantes ou negar ceder o espaço para apresentações culturais ou treinos esportivos fora do seus padrões empresariais.

O leilão para a concessão está marcado pelo prefeito Luciano Ducci para o dia 04 de junho. Deste modo, torna-se urgente que os sindicatos, o movimento popular, as entidades de juventude constituam imediatamente um comitê amplo contras estas privatizações, visando mobilizar a população e tomar medidas para barrar este absurdo.

Como estamos em um ano eleitoral, não é possível que os candidatos postulantes a prefeito de Curitiba – e mesmo os candidatos a vereador – se omitam deste assunto. No caso dos candidatos a prefeito, não basta que se declarem contrários às concessões do atual prefeito. Isso é simples e pode ser interpretado como um mero jogo de desgaste do oponente. Por isso, é preciso mais. É preciso que se comprometam, desde já, de que se eleitos revogarão as concessões/privatizações, caso elas sejam efetivadas por Ducci. Se todos os candidatos fizerem isso vão colocar as empresas sobre o dilema de poderem vir a ganhar a licitação mas não terem tempo sequer para se apoderarem nem da Pedreira, da Ópera ou do Parque Náutico. É algo que pode desestimular aqueles que querem ganhar dinheiros com a apropriação destes patrimônios do povo de nossa cidade.


Por: André Machado
Secretário de Imprensa e Comunicação  Sindicato dos Bancários

28 de mai. de 2012

Um até logo para a Bisbilhoteca...


Neste fim de semana fui na última contação de histórias da Bisbilhoteca que fechou suas portas depois de 5 anos de existência. Estarão por enquanto na internet e espero que logo em um novo espaço. O bonito mesmo foi ouvir de muitos pais que ali estavam - no burburinho – um pouquinho tristes, relatarem a importância da Bisbilhoteca para a formação dos filhos. Isso não tem preço. Sim, tem preço para a idealizadora Cláudia Serathiuk que é a responsável pelos 5 anos, responsável pelo incentivo a leitura de muitos pequenos e pelo espaço encantador, um “lugar ao sol” aos pais ávidos de bons lugares que além de divertir, forma gente cheia de colorido na vida! Que venham logo mais muitos anos. Parabéns Cláudia

12 de mai. de 2012

ALDEIA DO BETO: A Mãe do ano!


Hoje estive no BASORTE, na Aldeia Do Beto. Cada vez mais convencida que o novo nome escolhido para o espaço cultural caiu como uma luva. Robert Amorim e o seu espaço cultural, além de ser patrimônio da cidade, é local mobilizador das artes. E, ao mesmo tempo uma mãe para os artistas. Leticia Sabatella em uma entrevista, ao explicar o seu sentimento em relação a uma aldeia de índios fez a analogia com o útero. Pois é, hoje lembrei disso - além do acolhimento, da sensação de conforto, de sentir-se em casa, faz nascer idéias, faz renascer as que desaparecem, faz girar a roda da vida através da arte e cultura. VIVA A ALDEIA!