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16 de nov. de 2010

Mostra de Cinema e Direitos Humanos começa nesta quarta-feira, 17


CURITIBA RECEBE A 5ª MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS

Entre 17 e 23 deste mês, Curitiba recebe a 5ª edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul que em 2010 chega a 20 capitais, quatro a mais que na edição anterior. A programação será exibida na Cinemateca, com entrada gratuita. No evento de abertura, marcada para às 19h, haverá a exibição do mais novo filme do argentino Pablo Trapero, o longa-metragem Abutres, estrelado por Ricardo Darín, o homenageado este ano pela Mostra.

O filme se passa na Argentina e conta a história dos "caranchos", advogados que procuram as vítimas de trânsito para tirar a maior indenização possível das seguradoras e ficar com uma gorda comissão. A programação inclui a Retrospectiva Histórica Direito à Memória e à Verdade, reunindo alguns títulos clássicos da cinematografia sul-americana e uma mostra Contemporânea, que exibe diversas obras premiadas internacionalmente e inéditas no país.

No total, estão representados nesta quinta edição da Mostra dez países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Realizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira e patrocínio da Petrobras através da Lei Rouanet, o evento é dedicado a obras que abordam questões referentes aos Direitos Humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos.

Entre outros, estão presentes na programação temas como o direito à terra, ao trabalho, à inclusão social, à diversidade étnica, à diversidade religiosa, à solidariedade intergeracional da cidadania LGBT, o direito à memória e à verdade, direitos dos povos indígenas, das pessoas com deficiência, da pessoa idosa, da criança e do adolescente, da população carcerária, da população afrodescendente e dos refugiados.

Em todas as cidades acontecem sessões com audiodescrição e closed caption, garantindo o acesso a pessoas com deficiência visual e ou auditiva.A 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil e da Sociedade Amigos da Cinemateca. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Aquisição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho. Mais informações podem ser acessadas no sitewww.cinedireitoshumanos.org.br.

13 de jun. de 2010

“Ilha da Morte” é o vencedor de melhor filme de época no Festival da Lapa





A Mostra Competitiva de filmes de época premiará com o Troféu Tropeiro as categorias: Melhor Filme, Melhor Cenário, Melhor Figurino e Melhor Maquiagem.

O Festival da Lapa se destacou mais uma vez entre os festivais brasileiros de cinema por inovar com a realização da Mostra Competitiva de Filmes de época. Neste ano, em sua 4º edição, os filmes concorrentes foram: Menino da Porteira (de Jeremias Moreira, Brasil), Em Teu Nome (de Paulo Nascimento, Brasil), a Ilha da Morte (de Wolney Oliveira, Brasil), Corpos Celestes (de Marcos Jorge e Fernando Severo, Brasil) El Benny (de Jorge Luiz Sanchéz – Cuba). A cerimônia para anunciar o resultado da Mostra aconteceu no Cine Imperial neste sábado (12), com a presença da população lapeana, além de cineastas, produtores, artistas, estudantes, autoridades políticas e patrocinadores. O filme brasileiro “Ilha da Morte”, do diretor Wolney Oliveira foi o vencedor da categoria “melhor filme de época”. Produzido em 2006, o filme conta a história de Rodolfo, um jovem cubano nos anos 60, que ao produzir seu primeiro roteiro para um filme fica entre a política e o romance. Entre os apelos do pai revolucionário e o amor pela bela cineasta Laura. Ilha da Morte já acumula em seu currículo o Prêmio de melhor roteiro do Festival de Cinema Latino – Americano Trieste (2007)

Já o prêmio para Melhor Cenário ficou para “O Menino da Porteira”, filme do diretor Jeremias Moreira (diretor) e de Moracy do Val (produtor executivo), os mesmos responsáveis pela versão original do filme na década de 1970. Estava presente também na premiação Adrian Cooper, diretor de arte do filme vencedor. “Corpos Celestes” dos diretores paranaenses Fernando Severo e Marcos Jorge venceu a categoria de Melhor Figurino. Filmado nas cidades de Curitiba e São Paulo, o filme conta a história do astrônomo Francisco (Dalton Vigh), um homem que se dedicou exaustivamente aos estudos dos astros e acabou deixando de lado diversos outros aspectos fundamentais de sua vida.

Do diretor Paulo Nascimento, o filme “Em Teu Nome” foi o vencedor de duas categorias: Melhor maquiagem e o Troféu Tropeiro Menção Honrosa. Para receber os prêmios estavam presentes o diretor Paulo Nascimento e a atriz Fernanda Moro. “Em Teu nome” fala sobre sentimentos como coragem, descobertas e transformações pelo qual passa Boni, um jovem brasileiro que adere a luta armada no período da ditadura militar.


O Festival de Cinema da Lapa aconteceu do dia 09 a 13 de junho, com uma programação repleta de filmes, oficinas e também debates sobre cinema paranaense. E para entrar no clima da Copa, o encerramento aconteceu no domingo com a exibição de filmes sobre futebol, como “Boleiros”, do diretor Ugo Giorgetti. Organizado pelo Instituto Borges da Silveira e pelo Instituto Histórico e Cultural da Lapa, o Festival chega em 2010 em sua 4º edição. Neste ano foi viabilizado por meio da Lei Rouanet, tendo o patrocínio da Caminhos do Paraná, da Elejor, do Condor Supermercados e da Copel. Apoios da Prefeitura Municipal da Lapa, da Secretaria Municipal de Cultura, do Governo do Estado do Paraná, do Instituto Federal do Paraná, da RPC – Rede Paranaense de Comunicação e do Expresso Maringá.


Assessoria de imprensa - (41)92114915 com Ana Caldas


Foto 1: Oswaldo Lioi - Diretor de Arte Ilha da Morte agradece o Troféu Tropeiro de Melhor Filme de Época

Foto2: Paulo Nascimento, diretor do filme Em Teu Nome e a atriz Fernanda Moro recebem os Prêmios Melhor Maquiagem e Menção Honrosa das mãos de Márcio Assad, diretor de Turismo da Lapa e integrante do júri

14 de jun. de 2009

OBSERVATÓRIO


Tomam posse, nesta sexta 19, os novos diretores da ANCINE (Agência Nacional do Cinema). Nomeados pelo Presidente Lula e aprovados pelo Senado Federal, três nomes assumirão a diretoria colegiada da agência. Manoel Rangel que foi reconduzido ao cargo de diretor-presidente da Agência, onde atua desde 2005. Paulo Alcoforado, ex-coordenador do programa DOC-TV, da Secretaria do Audiovisual, e o cientista social Glauber Piva, ex presidente da Fundação Cultural de Votorantim e ex coordenador do Setorial Nacional de Cultura do PT. Portanto, bom momento para fazer uma reflexão a respeito dos últimos números divulgados sobre a participação dos filmes brasileiros na distribuição total pelas salas de exibição.




Abaixo, minha contribuição ao tema:




Cinema nacional produz mais e distribui menos


Do público total de 89.960.164 mil pessoas que foram aos cinemas em 2008, apenas 9.143.052 assistiram aos filmes nacionais. Números estes divulgados em 2009 pela Ancine – Agência Nacional de Cinema revelam que a participação dos filmes brasileiros na distribuição pelas salas de audiovisuais é de somente 10%. Por outro lado, a produção de filmes brasileiros cresce a cada ano. Segundo dados também da Ancine, de três filmes em 1992 subiu para 29 em 2003, e cerca de 80 em 2007. Uma equação difícil de entender e resolver. Entre as causas do problema da crise de superprodução versus baixa de público, está a dificuldade em conseguir espaços nas salas de cinema e concorrer com os estúdios estrangeiros no preço dos ingressos. Na maioria dos festivais, o cinema brasileiro torna-se a vedete, geralmente ganhando prêmios ou pelo menos boas indicações. Porém, o otimismo do reconhecimento é ofuscado quando se olha para os números de bilheteria nacional.



Em 2008, durante o Festival de Cannes, Carlos Reichenbach diretor do filme “A Falsa Loira”, chegou a afirmar em entrevista para o jornal O Globo que ”nunca em 40 poucos anos de cinema tivemos condição tão precária de exibição”. Seu filme com orçamento considerado baixo de 3 milhões, captados por meio de leis de incentivo, estreou em apenas nove salas de cinemas. Sergio Sá Leilão, diretor da Ancine, na época, para responder a mesma questão disse que o aumento na produção vem do investimento público para a área do audiovisual, o que incentiva que cada vez mais profissionais da área corram atrás dos seus filmes. Porém, para ele, a causa da dissintonia entre público e produção está “na criação desvinculada do mercado gerando grande número de produtos pouco competitivos.”


Já para o co-produtor do filme paranaense Sal da Terra, Marcos Cordiolli, o problema está mesmo na concorrência desleal com os estúdios internacionais que passaram a disputar mercado lançando filmes simultaneamente com os concorrentes. Em sua opinião, portanto, “os estúdios passaram a programar filmes “pesos-pesados” em todos os meses do ano. Isto reduziu o espaço dos filmes nacionais e alternativos que ocupavam as grades de programação nos meses de baixa temporada nos períodos de abril/maio e agosto/setembro. Este espaço praticamente desapareceu em 2008 e 2009, porque a disputa entre os grandes estúdios ficou mais acirrada e com lançamentos competitivos durante o ano todo. As grandes distribuidoras também passaram a implementar contratos de exibição casada com as exibidoras obrigando-as a veiculação de filmes de menor audiência como forma de manter ocupadas as outras salas do mesmo pólo de exibição.” Lembra ainda que por estes motivos, “os filmes nacionais que não dispõem de grande estrutura e nem estão associados às grandes distribuidoras ficaram restritos a horários ruins como os da faixa das 17 horas. Horário ruim para quem trabalha e para quem estuda.”

Para driblar as dificuldades a produtora Labovideo, responsável pelo filme Sal da Terra, traçou estratégia diferenciada, o que vem permitindo um alcance significativo de público. Além da opção de abrir uma distribuidora própria, a “Cinema Nosso”, organizaram divulgação dirigida para nichos de público potencial do filme. “Atualmente já estamos com resultado significativo de público na região metropolitana de Curitiba. Pela temática do filme estamos montando, por exemplo, um sistema de exibição em postos de gasolina e eventos de caminhoneiros.” explica Cordiolli.


Texto: Ana Carolina Caldas